Encanta-me o entardecer! / Não o das cidades, dos grandes centros urbanos; / mas o das colinas e campos, / onde sinto a paz crepuscular. Sempre que posso, gosto de apreciar o pôr do sol, sobretudo em meio a paisagens naturais. Para mim, constitui um instante de descanso e êxtase que me conduz à reflexão sobre coisas além deste mundo passageiro. Fica-me na mente a impressão da eternidade. Eu me deleito diante de um pôr do sol – tão belo quanto o amanhecer. Ao olhar para o astro-rei e acompanhar seu lento ocaso, principalmente nos crepúsculos estivais, encho-me de admiração pelo espetáculo diário pintado na imensa tela do céu. No silêncio da contemplação, desligo-me da vida apressada imposta pelo materialismo humano. É quando penso nas palavras do poeta que disse ter a noite mil olhos e o dia somente um: “a luz de todo o mundo morre com o pôr do sol.” O astro “nasce” esplendoroso e “falece” quando sua hora chega. No rápido encontro da noite com o dia, naquele breve e momento...